Dr. Thor Dantas denuncia prescrição de ivermectina e oseltamivir em caso de Covid: “Paxlovid está estragando nas UBS”

Em vídeo publicado na tarde desta segunda-feira (23), o infectologista Dr. Thor Dantas fez um forte desabafo sobre a conduta de atendimento a pacientes com Covid-19 na rede pública de Rio Branco. Ele relatou que sua empregada doméstica procurou uma unidade básica de saúde, testou positivo para Covid e — mesmo apresentando sintomas intensos e fatores de risco — recebeu como receita ivermectina e oseltamivir (Tamiflu), em vez do tratamento correto para a doença.

Para Dr. Thor, a cena é inaceitável e revela um problema grave: o Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir) — medicamento comprovadamente eficaz para reduzir a progressão da Covid quando indicado — está disponível nas unidades, mas não está sendo prescrito. Resultado: o remédio “está estragando nas unidades de saúde” por falta de uso.

“Gente, momento desabafo aqui. Momento desabafo covid 2025! … Ela sai da unidade de saude com a receita de ivermectina, tamiflu e oseltamivir, um antiviral usado pra tratar influenza. Em 2025. E o remédio específico pra covid comprovadamente eficaz em reduzir a progressão da doença pra quadros graves, que se chama Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), está estragando nas unidades de saude porque as pessoas nao estao usando, porque os medicos nao estao prescrevendo. Isso é um absurdo sem tamanho.”

Dr. Thor afirma ter acionado colegas e autoridades — enviou mensagem a médicos do estado e ligou para os secretários de Saúde municipal e estadual — e pede capacitação imediata dos profissionais que atuam na atenção primária (UBS e UPA). Segundo ele, é urgente que os médicos sejam orientados sobre “como se trata o Covid hoje em 2025” para que pacientes com risco recebam o medicamento indicado e não saiam da unidade com “receitas inadmissíveis”.

Por que o caso é grave:

  • Prescrever ivermectina e antivirais para influenza quando o diagnóstico é Covid confunde o tratamento e oferece falsa sensação de proteção;
  • Pacientes com fatores de risco podem evoluir para formas graves se não receberem a terapia correta nos primeiros dias;
  • Estoques de Paxlovid nas unidades que não são utilizados configuram desperdício de recurso público e falha na gestão do cuidado.

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