IDOSA DE 108 ANOS ABRE MÃO DA VACINA: “DEIXO PARA QUEM PODE VIVER MAIS”

Aos 108 anos, Dona Hilda Cândida seria a primeira pessoa a ser vacinada em Rio das Flores, no Sul Fluminense. Mas abriu mão da dose. Segundo ela, a generosidade é um dos valores mais importantes do ser humano. As informações são do Extra.

“Eu já vivi tanta coisa nessa vida, com quase 109 anos, que prefiro dar a vacina para alguém mais novo, que ainda pode viver mais do que eu posso. Estou quase partindo, não quero essa vacina”, afirmou a idosa, que faz aniversário em 2 de março.

Com dores crônicas nas pernas — fruto da idade avançada —, Dona Hilda passa boa parte do dia sentada no banco da varanda da casa onde mora. A lucidez ainda está presente. Durante a entrevista, fecha os olhos a cada vez que busca as lembranças de uma vida “bem aproveitada”, como ela mesma define.

Hoje, a idosa mora sozinha no distrito de Manuel Duarte e conta com o apoio de um neto que reside em outra casa no mesmo terreno. Segundo ela, a família mora longe. Dos sete filhos, três já morreram. Os netos ela não soma mais, perdeu as contas. Tem tararanetos que ela não conhece ainda.

Risco

Epidemiologista do Instututo de Medicina Social da Uerj, Claudia de Souza Lopes destaca que a vacinação dos idosos é fundamental para protegê-los, e afirma que tanto a Coronavac quanto a vacina de Oxford utilizam tecnologias conhecidas e não têm efeitos colaterais significativos.

“Não é a toa que os idosos estão no grupo prioritário. É porque eles são mais vulneráveis e, pegando a doença, tem mais chances de ter um quadro grave. O fato de o sistema imunologico de uma pessoa idosa estar mais fraco é mais um motivo para vacinar, e não o contrário”, explicou.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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